quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Tempo

Tina, amiga querida... para nós.

Percebeu a passagem do tempo pelas marcas que agora existiam ao redor dos olhos. Essas eram novas. Fios de cabelo brancos, entre os castanhos, já contavam que os grãos de areia passavam inexoravelmente pelo gargalo da ampulheta... mas as marcas em sua face, essas eram novas.

Chorou lágrimas adocicadas, lágrimas de tristeza e de alegria. Àquela altura da vida, nunca antes suas certezas estavam tão abaladas - seus princípios tão postos à prova. Nunca antes seus conhecimentos foram tão exigidos. Nunca antes precisou tanto (des) aprender.

A vida nos toca e nos provoca, a todo o tempo. O tempo passa e nos marca, pela vida afora.

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