domingo, 8 de maio de 2011

Materno

Para todas nós, mulheres

Sou uma apreciadora de propagandas. Confesso que não gostei muito das que vi esse ano por ocasião do Dia das Mães. E não é porque eu não sou mãe – ainda não decidi se serei ou não. Mas é porque acho que “materno” é uma qualidade indissociável do feminino. Não é preciso ser mãe para ser materna. Nós, mulheres, somos maternas. Fato. Talvez seja algo genético, do duplo X.

Nós somos fortes. Nós somos inteiras. Nós vivemos nossas vidas plenamente. Nós não temos medo de ficar sozinhas. E, a despeito de toda essa fortaleza, nós somos delicadas. Sabemos conciliar nossa fortaleza e nossa fragilidade para que o homem que vive – ou não – ao nosso lado sinta-se potente – afinal, ele é o homem.

Nós geramos os filhos, se quisermos tê-los. Nós cuidamos de nós mesmas, de nossos irmãos e irmãs, de nossos avós e nossos pais, de quem escolhemos para termos ao nosso lado. Acolhemos e cuidamos de nossos amigos. E assumimos com naturalidade, sem receios, quando precisamos ser cuidadas.

Como disse o Welington em sua linda homenagem às mães, “anjos em forma de gente” – concordo com ele, mas acredito que, sim, somos anjos, nós, mulheres, com ou sem filhos.

Por isso desejo hoje, para todas nós, mulheres, maternas, sim, que tenhamos um dia muito feliz. Pleno. Como merecemos viver.

sábado, 7 de maio de 2011

Peremptório

That's enough. Enough now.

Acordou de sobressalto, o coração aos pulos. No sonho premonitório, a verdade desnuda:

"Eu sinto muito se você não sabe amar".

Hoje dedico a mim a beleza das minhas palavras, a melodia das músicas que gosto, o meu silêncio e o meu olhar.

Para ouvir: Depois do Perigo, Acesso, Zélia Duncan ou A Montanha Mágica, Música para Acampamentos, Legião Urbana. Ou o que você quiser...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Simples

Quando você dirige por uma estrada, e já passou por lá, e sabe qual é o seu destino, é simples. Quando você vai preparar uma receita, e tem todos os ingredientes à sua disposição, e já conhece a forma de preparo, todos os cuidados necessários, é simples. Quando você vai a uma reunião no seu trabalho, e vai falar sobre um projeto que já está em andamento – ok, você precisa preparar os dados, se organizar, mas é relativamente simples. Quando você sai de sua casa pela manhã, e já sabe tudo o que vai encontrar pelo dia, e tudo corre absolutamente como esperado: é simples.

Quando você decide, mas não depende só de você. Quando você não tem praticamente nenhum dado nas mãos. Quando você está uma sala de espera, enquanto outras pessoas decidem sobre o seu futuro na sala contigua, e você pensa que já fez tudo o que poderia, mas na verdade você não fez quase nada – porque às vezes nada (!) é a única coisa que pode ser feita. Nessas horas não é simples. Definitivamente, não é simples.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Contrários

Outra versão igualmente possível... e absolutamente verdadeira

O dia amanheceu ensolarado. A roupa ficou boa – e foi observada e elogiada mais de uma vez. Não houve incidentes no trajeto. No ipod, as músicas preferidas. O curso, altamente proveitoso. O almoço foi bem servido. Não faltou saúde, disposição, água ou energia. À noite, o jantar estava pronto – e saboroso.

O mundo e todos os seus contrários – o dia todo, espanto e decepção.

Para compartilhar

Usei esta citação no meu TCC da graduação – hoje ela ecoa especialmente verdadeira:
"Fale, para que eu te veja"   Sócrates

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Contrários

O dia não amanheceu ensolarado. Não era feriado. A roupa não ficou boa. Na rádio, só músicas chatas. O almoço foi apressado. O caixa deu o troco errado. O ônibus não parou no ponto certo. Faltou a marca preferida no supermercado. O tempero não estava pronto. A massa não ficou al dente. O vinho, regular.

O mundo e todos os seus contrários. O dia todo, foi só sorrisos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Céu

Tive a ventura de olhar para o céu, hoje, durante o crepúsculo. Ele me encantou com os tons de vermelho, laranja, amarelo e azuis em degradê. Mais acima, as nuvens caminhavam. Passos lentos e precisos, iam na direção oposta à linha do horizonte.

Sempre gostei de olhar para o céu. A época em que mais me deixei enamorar por ele – e pelos crepúsculos – foi durante o colegial, porque nesse horário estava indo para a escola, e ficava lá, no tróleibus, com os olhos perdidos nas alturas celestes. O céu sempre me contou segredos, e ouviu paciente os meus.

Cresci, e não namoro mais o céu como antigamente. Mas, junto com o crepúsculo que ele me deu de presente hoje, veio o vento, murmurando em meus ouvidos que ele ainda está ali, a minha espera – basta eu querer ir... basta eu deixar me enamorar, de novo.

Porque a gente já passou dos 1000...

Propaganda barata?! Não, não, é para compartilhar e sorrir, mesmo...
O blog passou dos 1000 acessos no último domingo, primeiro de maio, 38 dias depois de "nascido". Bom, não é?
Se estou feliz? Estou. Se estou gostando? Muito. Se há o que escrever? Muito, muitíssimo. Espero que vocês também estejam felizes, gostando, e querendo ler mais.
Meus sinceros agradecimentos aos navegantes... e que a gente continue pela vida, "pelo mar" afora...


Eu, contente!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Silêncio, outra vez

Hoje, pela manhã, uma amiga querida velou o corpo de sua mãe. Que essas pessoas possam encontrar conforto, em meio à dor.
Meus sentimentos, meu silêncio, e até amanhã.

domingo, 1 de maio de 2011

Conforme

Dias desses, ouvi duas mulheres, em duas situações distintas, falando sobre outras duas mulheres. Confesso que me assustei.

Porque eu também não sou conforme.

Não fui medida na forma... não estou de acordo... não respeito as medidas, não sei entrar em conformidade... não faço porque precisa ser feito – faço porque sinto, e porque faz sentido, sobretudo. Respeito todo e qualquer ser vivo à minha volta – eu própria, inclusive, e sobretudo.

Não sei ser conforme. E, sinceramente? Não quero nunca sequer aprender a ser.


"Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem..."
Senhas, Adriana Calcanhotto, Perfil